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O amor é considerado uma emoção básica?



Eis a pergunta que deixa em dúvida diversos psicólogos e estudiosos do tema: Podemos considerar de fato o amor sendo uma emoção básica? Segundo alguns estudiosos do assunto, sim. Antes abordarmos o porquê do amor entrar em tal “enquadramento” devemos pincelar o que se considera como emoções.


Os criadores da Terapia de Reciclagem Infantil (TRI), Renato e Marina Caminha (2016), reafirmam que as emoções são disparos biológicos, ou seja, reflexos incondicionados de curta duração no organismo. Elas são transmitidas filogeneticamente como parte de nosso processo evolutivo, trazendo vantagens de sobrevivência. Sendo assim, considera-se que elas não são passíveis de controle, mas, sim, de regulação. Além disso, elas são formas de comunicação e podem adquirir novos significados a partir da interação com o ambiente. Podem ser agradáveis, como o amor e a alegria, ou desagradáveis, como o medo, a raiva, o nojo e a tristeza. Algumas pessoas neste momento podem estar se perguntando, a surpresa não entra nessa lista? A resposta é não, uma vez que ainda sendo considerada como emoção, não devemos considerá-la como básica, pois sua função é mediar essas outras emoções.


Agora, trazendo em definitivo a resposta da pergunta inicial, título deste texto, o amor é considerado uma emoção básica, pelo fato dessa ser ativada de imediato quando nos sentimos seguros, queridos e aceitos.O amor tem uma função de extrema importância em nosso contexto relacional, uma vez que ele é um dos pilares que o sustentam. Em seu processo de difusão emocional, abre-se o leque de termos diversas expressões amorosas em suas distintas valências, gerando a possibilidade de termos o amor sexual e o não sexual, como exemplo, o vínculo gerado entre uma mãe e seu bebê. Por ser uma emoção diretamente ligada ao apego, como inicialmente propõe Jhon Bowlby, quando apresenta falhas em sua fase inicial, podem gerar consequências patológicos diretamente ligados ao Cluster B. Sendo assim, quando apresentado em um nível elevado, este causa um impedimento da autonomia, como ainda uma piora em relação a tolerância à frustração.

Agora que sabemos que o amor é sim uma emoção básica, porque então ele não está presente no filme “Divertidamente”, junto à alegria, à tristeza, ao raiva, ao medo e à nojinho? A resposta traz mais uma característica importante dessa emoção: segundo Paul Ekman, psicólogo e pesquisador que inspirou o filme, o amor não possui uma expressão facial que seja reconhecida por diferentes cultura, logo os roteiristas decidiram por não criar um personagem para o amor.


Por fim, independente de ser básica ou não, agradável ou desagradável, com expressão facial reconhecida ou não, devemos sempre procurar entender mais sobre estes fenômenos, chamados de emoções, que são essenciais para o indivíduo e para a construção do mesmo. Por fim, cabe referir que apesar das emoções possuírem o poder de mudar o nosso corpo, nossa cognição e nosso comportamento, nós não “somos” a emoção: somos a capacidade de senti-las.


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